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A transformação do encontro


A força dos encontros refaz o ser humano. Principalmente, quando estamos falando de emoções e de origens. A comunidade brasileira esteve próxima as suas raízes culturais mais fortes entre os dias 21 e 27 de novembro de 2017. O escritor, historiador e documentarista carioca Paulo Rosa esteve na Suíça em mais um encontro com os brasileiros.
 
A anfitriã da agenda de Paulo, Sara Eichenberger, conduziu com maestria a passagem do escritor pelo país europeu.  Numa energia de conhecimento e harmonia, houve a união de variadas instituições suíças e brasileiras para que o Sarau Literário Luso-Brasileiro ocorresse da melhor forma.
 
A Unigran Europa e a Revista Brasil Alpino articularam institucionalmente essas relações, tendo também os seguintes apoios: Associação Cultural Brasil Infos, Enaip School, Bom Sabor Especialidades Brasileiras, Associação Brasileira de Desenvolvimento Social, Cake Secret, Little Italy, Associação Tupiniquins e Embaixada da Suíça no Brasil. Além desses, foi possível contar com a grande parceira e integrante da Revista Brasil Alpino, a psicopedagoga Márcia Severiano, que realizou uma explanação acerca da legitimidade dos Direitos Autorais.
 
O ponto alto da agenda de Paulo Rosa na Suíça foi a confraternização de final de semestre dos alunos da Unigran Europa, no prédio da Enaip School, no centro de Zurique. O encontro reuniu mais de 80 estudantes e contou com a participação luxuosa da artista plástica Suelli Bonfim, da escritora e poetisa Lúcia Amélia e da cantora Tica Paula.
 
Os escritores, com os quais o Sarau Literário trabalhou no ano de 2017, foram os portugueses Fernando Pessoa e Florbela Espanca e os brasileiros Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles. Paulo Rosa, num clima descontraído, iniciou os estudantes numa metodologia que se pretende viva, processual e que busca densidade e profundidade a cada novo encontro.
 
“O papel do sarau literário é integrar não apenas raízes brasileiras, mas, sobretudo, integrar e reacender rumos e raízes. Entendo os legados literários e audiovisuais de artistas brasileiros como ativadores, como instrumentos históricos e culturais de valorização e positivação tanto do Brasil quanto do ser brasileiro fora de seu país. Preenchemos vazios, esquecimentos e distâncias com arte. Valorizando histórias de vida e trajetórias outras”, concluiu Paulo Rosa.
As aspas que mais ficaram marcadas na cabeça do escritor e de todos os presentes, foi da aluna Sara Eichenberger: “Depois desse sarau, Paulo, me senti como um peixe que estava preso dentro do aquário, mas que foi retirado dessa prisão de vidro e lançado livremente ao mar aberto”. Ela e seu esposo, Roger Eichenberger, ficaram satisfeitos com a receptividade de toda a comunidade brasileira, que prestigiou em peso, além de suíços nativos que também estiveram presentes em diferentes agendas do sarau.
 
Até mesmo o Diretor Executivo da Swiss International School do Rio de Janeiro, Walter Stoos, deu o endereço de sua mãe (que vive em Berna) para receber e acompanhar as publicações impressas da Revista Brasil Alpino. Paulo Rosa, amigo da família Eichenberger desde 2013, está feliz e esperançoso de que, em 2018, o sarau ganhe ainda mais peso e de lançar um de seus novos livros, cujos títulos são “Flora e o Monstro de Papelão” (edição bilíngue em inglês), “Não Me Tragam Espelhos” e “A Ética das Serpentes”.
 

Tags: Unigran Europa, Suíça, sarau